sexta-feira, agosto 30

ABSTRAÇÕES E ALUCINAÇÕES SOBRE A ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA DO LIVRO 1984














George Orwell abre seu clássico da literatura Mil novecentos e oitenta e quatro dizendo: “... e os relógios batiam treze horas.”[1]. As palavras iniciais que abrem a adaptação dessa obra para o cinema do diretor Michael Readford são “Who controls the past controls the future”[2]. Tanto Orwell quanto Readford entendem que a compreensão temporal ainda é um problema e deve ser discutida. 

Toda a trama de Mil novecentos e oitenta e quatro tem como pano de fundo o problema da compreensão temporal, problema este que ainda hoje é significativamente relevante para os dias atuais.

Se não soubesse que George Orwell, pseudônimo do escritor indiano Eric Arthur Blair (seu verdadeiro nome), fora, em seu passado muito recente, um ativista de esquerda que lutara na Guerra Civil espanhola de 1936 contra os fascistas, diria, no mínimo, que ele era um gênio ou ainda um profeta. Mas não pegaria bem tais adjetivos a um comunista que lutava em favor da melhoria das condições materiais dos pobres. Além do mais teríamos que entrar em alguns detalhes que demandaria “tempo” – por ironia, novamente o problema do tempo – como o conceito de gênio como preconizou Kant em sua terceira crítica ou no conceito de profeta, como pensa a tradição religiosa, mas isso não é possível aqui.

Sem desmerecer o brilhante trabalho desse escritor, não quero me deter aqui em Mil novecentos e oitenta e quatro de Orwell, mas quero rascunhar algumas impressões, contidas é claro naquela obra, a partir das representações feitas pelo diretor Michael Ruterford em sua adaptação homônima para o cinema. Essa, no entanto, seria a terceira adaptação se considerarmos como primeira uma adaptação que a BBC fez para a televisão em 1954, sendo muito controversa, e a segunda realizada por Michael Anderson em 1956 que trazia Edmond O’Brien no papel principal e Jan Sterling como Julia. Propositalmente ou não Ruterford produz sua adaptação do clássico de Orwell justamente no ano “profetizado” pela obra, ou seja, 1984. Se compararmos o que Orwell escreve em sua obra com a década de 80 – década que por sinal eu nasci [..] – poderíamos ter a tentação impulsiva de dizer que essa obra não passa de uma ficção científica como a de Julio Verne, por exemplo. Por outro lado, a análise mais de perto dessa obra, sobretudo, na ótica de Ruterford, abre-nos um canal de conexão temporal que não só “linka” a década de 80, mas todo o desenrolar da história até nós hoje.

Não quero fazer aqui o que muito comentários fazem, i. é, uma sinopse preliminar do filme de modo a facilitar o leitor a se situar no texto. Dou como dado ou a leitura do livro ou o filme assistido. Por um lado pode até parecer pretensão minha, mas por outro, e é essa a postura que assumo, não quero cometer as mesmas reduções subjetivas que todos comentem ao resumir um filme e, ao mesmo, tempo instigar a curiosidade daqueles que não assistiram ao filme ou não leram o livro, o fazerem. 

A meu ver, há duas coisas muito presentes nessa estória: a complexidade do poder político e a emergência da técnica. Mesmo sabendo da sagacidade intuitiva de Orwell, Readford assume essas duas coisas em seu filme de modo magistral. Isso, ainda na minha perspectiva, se deve ao fato de que Orwell, no final da década de 40, escreve para um “tempo futuro”, ou seja, escreve na expectativa de que as coisas caminharão para isso. Toda a compreensão política e técnica de Orwell estão no plano do realizável e do possível. Haja vista que a data-título de sua obra é uma data simbólica que nem mesmo seu personagem principal sabe ao certo dela: “Descera sobre ele [Winston Smith] uma sensação de completo desespero. Para começar, não sabia ele com menor certeza se o ano era 1984.”[3]. Toda a trama é escrita num meta-tempo de 1984, mas com as compreensões temporais de 1946, ano em que a obra foi escrita na Ilha de Jura (costa sudoeste da Escócia).

Já Readford representa Orwell sobre outro ponto de vista: ele parte do presente de 1984 para olhar o ano 1946-9. Ou seja, Readford já vive no desenrolar dos acontecimentos e, ao representar a expectativa de Orwell, já está na real efetivação dos fatos, portanto tem condições de dar maior realidade ao que foi expectado. Esta efetivação e articulação entre política e técnica representada por Readford presentes em seu filme rebate ou anula algumas críticas contra sua produção como: “o filme é lento demais”. A “lentidão” que erroneamente julgam o filme é justamente o modo como Readford entende e expressa o meta-tempo de Orwell. De acordo com o escritor, a preocupação temporal ou a nossa estúpida rapidez não deveria ser alguma coisa existente em 1984. A destruição da própria noção de tempo era um artifício de poder e dominação técnica do meta-tempo de 1984.

Readford, com os pés no efetivo ano de 1984, representa o meta-tempo de 1984 de Orwell e sua descrição desse tempo atemporal se torna mais real e mais assustador pela proximidade que tal tempo tem de nós. A expansão tecnológica e as novas configurações sócio-políticas da década de 80, ao invés de distorcerem as expectativas de Orwell, na filmografia de Readford, nos assustam pela sua realidade. Chamo a atenção pela expressiva articulação entre o controle político e mídia muito bem representada por este diretor. Por mais que Orwell tenha deixado claro, em sua obra, das estratégias de manipulação e controle feitas pela mídia, nada é mais “perturbador” do que ter que assistir ao filme de Readerford com aquelas telescreens (teletelas) tagarelando o tempo todo e repassando informações manipuladas. Isto sem falar da cansativa e repetitiva imagem do “homem bigodudo” que Orwell chama de The Big Brother e que Readford não deixa escapar. Tal dinâmica que articula tecnologia e poder político, que não está em primeiro plano no filme de Readford, dando uma falsa ideia de “lentidão” para os nossos padrões hoolywodianos, só pode ser conseguida a partir de quem já vive este drama, como é o caso deste diretor. Assim, o filme de Readford assume, a meu ver, com bastante propriedade a intuição de Orwell e vai mais além, consegue atualizá-la para o ano 1984, sob a perspectiva da articulação mídia-poder, sem trair o escritor. Ainda sim, essa atualização merece um detalhamento.

Várias são as temáticas trabalhadas pelo autor de Mil novecentos e oitenta e quatro e, por isso, sua obra representa, factualmente, a mentalidade de uma época muito mais do que uma época de mentalidades. As questões abertas em diversos níveis e ordens, na sua obra, se entrelaçam de modo tal que não conseguimos vê-las isoladamente, senão em um conjunto de temáticas e problemáticas que se implicam mutuamente. Daí a dificuldade de se fazer um recorte temático e disso decorrem ainda as várias apropriações dessa obra e suas infinidades de comentários. Mesmo assim, a fim de aprofundar na reflexão aberta acima da atualização feita por Readford, ouso fazer um recorte e nele querer sustentar todas as demais questões. Este recorte não é original. Ele foi encontrado, por acaso, - “problema de tempo” – num comentário de um graduando português de física e química, Rui Miguel Rodrigues Pereira, do ano de 1999. A ideia central, tomada desse comentário e aqui desenvolvida, é que o núcleo articulador tanto do livro quanto do filme, mas que é expressa de maneira mais específica no filme, é a compreensão temporal. A partir de determinada compreensão de tempo, a história, a política, a sociedade, a cultura, a humanidade e a verdade são alteradas. Como assim?

Smith, personagem central da trama, é o “anti-herói”, i. é, o protagonista que não protagoniza, mas que sofre todas as problemáticas impostas pela estória. Ele é quem, por primeiro, deixa escapar ou nos induz ao problema do tempo quando, nas cenas iniciais, escondido da telescreen de seu apartamento, toma seu livro de notas e reflete: “4 de abril de 1984... Eu acho... No passado... ou no futuro... Desde a época do livre pensamento... Desde a época do Big Brother... Desde a época da Polícia do Pensamento... um homem morto... os saúda!”. Na boca de Smith, Readford apresenta a estratégia que permeia toda a compreensão do filme. Poderíamos dizer ainda mais. Nessa cena que Orwell mesmo descreve em seu livro, onde Smith se esconde da telescreen para escrever suas notas pessoais, Readfort se aproveita dela para reproduzir a própria condição do escritor ao redigir Mil novecentos e noventa e quatro: um homem abatido pela doença e pela desesperança do futuro, vivendo escondido num eterno e pesado presente que é fruto de um passado carregado de marcas negativas das quais nem se sabe mais quais são.

A Ilha de Jura, local onde Orwell escreve sua última obra, é um lugar afastado de todo e qualquer contato com a técnica e com a política. Um refúgio seguro, longe da influência de tudo e todos. Um lugar que pudesse falar mais alto somente a sua subjetividade. Mesmo presencialmente longe, a forte presença de seu passado, materializada na sua doença pulmonar (Tuberculose) que sofria desde a infância e seu desânimo pessoal com a vida (sobretudo pela perda da esposa e a desilusão com o partido comunista de matriz stanilista); bem como seu futuro, um forte medo de uma guerra nuclear em tempos de Guerra Fria fazia com que Orwell procurasse refúgio no presente, único “lugar” onde pudia se encontrar. Esse refúgio no eterno presente, no entanto, não é apenas uma estratégia subjetiva vivida por Orwell, mas é, ainda, a compreensão que este escritor chega, ao final de sua vida, do que seria o meta-tempo de Mil novecentos e noventa e quatro. 

O diretor Readford soube aproveitar muito bem essa compreensão temporal do “eterno presente” de Orwell na sua reprodução cinematográfica. O filme de Readford sofre críticas de que é um filme lento, sem movimentos, e carente de detalhes que o escritor que o inspirou recheou na obra escrita. Contudo, as críticas só reforçam a tese de Orwell de que o enfastiante presente, de onde tudo parte, sem origem e sem fim, destrói a compreensão temporal e isso se torna uma estratégia inteligente de controle e manipulação. De modo sagaz, o filme assume essa estratégia. Readford, assumido a tese de Orwell não oferece ao seu público nenhuma explicação nem de onde parte o filme nem de onde será seu fim, sendo alvo de críticas como: “não toca em questões relevantes”. A meu ver, o filme, mais do que expor a obra orwelliana, adere à tese do mesmo. Ao assistir o filme, sem antes ter lido o livro ou lido alo sobre, saímos com a sensação de não termos compreendido muita coisa. Ou no mínimo saímos com algumas lacunas não respondidas.

Essas lacunas que obrigamos o diretor a responder são as mesmas lacunas impostas àqueles que são expostos pela teoria do eterno presente. Sem uma explicação prévia, a existência descrita pela estória Mil novecentos e oitenta e quatro é vista, simplesmente, como um ente lançado num mundo sem inicio e sem fim, cujo único propósito é ser meio. “Ser-meio” é o modo existencial que a compreensão temporal do eterno presente permite. É uma compreensão da existência que toma por base a ideia da função. A única coisa que me é permitido saber nesse modo de existência e nessa compreensão temporal é qual função exerço para que continue sendo meio. Tais compreensões são fáceis de visualizar quando olhamos para o trabalho de Smith, um funcionário do Ministério da Verdade que destrói o passado e re-força, mediante a manipulação das informações midiáticas, o status quo do presente. Ou quando vemos a fala de Smith, no quatro com Julia, e esta indaga-o sobre um objeto comprado numa loja “bricabraque”, ele diz: “Eu não sei! Um pequeno pedaço da história que se esqueceram de alterar!”. Ou ainda em outra fala reflexiva de Smith: “Tudo desaparece na neblina. O passado é apagado e o que foi apagado é esquecido...”. A mudança da compreensão temporal – a “neblina” de que fala Smith – implica na compreensão existencial, altera a noção de história.

Numa condição de eterno-presente não há história, pois não há passado e nem haverá futuro. A perda do registro histórico é enfatizada de modo articulado pela mídia comprometida com essa compreensão temporal através da “sensação da guerra”. Durante todo o filme, cenas agressivas de homens e mulheres sendo brutalmente fuzilados, de combates em frontes, de soldados, de armas e de ódio são exibidos gratuitamente, criando um clima de horror e pessimismo, dando-nos a impressão de que o filme “não passa” e que fica “só nisso...”. É justamente esse o artifício e a função da guerra. A fala de Smith, lendo o texto base de Goldstein – um pseudo traidor do Big Brother e do Partido Ingsoc – mostra claramente que a guerra não é tomada na sua literalidade, mas ela possui uma função temporal: “De acordo com os princípios do duplopensamento, não é problema se a guerra não é real, ou quando for, que a vitória seja possível. A guerra não é para ser vencida. É para ser contínua. O essencial da guerra moderna é a destruição da produção do trabalho humano. [...] Por princípio, o esforço bélico é sempre planejado para manter a sociedade sempre em inanição [...] Seu objetivo não é a vitória sobre a Eurasia ou a Lestásia, mas manter intacto o equilíbrio da sociedade.” A guerra, de alguma forma, não real. É um instrumento ou a concretização da compreensão temporal do eterno-presente. Durante o “estado de guerra”, não há passado nem futuro, não há esperança e nem se sabe por que se briga, não se sabe como começou e nem sabe quando terminará, apenas existe a fatídica presença de um inimigo que, constantemente, nunca morre. 

A pesar de concordar que esse era, na verdade, o clima vivido quando Orwell escrevia sua obra, ou seja, um mundo sob os temores da Guerra Fria, o “estado de guerra” que Readford compreende e expressa não é apenas um momento histórico de tensão política, mas é uma compreensão temporal do real. A manipulação das mídias, escrita e falada, como mostra no filme, erradica a total compreensão de sucessão temporal, desenraizando toda e qualquer historicidade da compreensão humana, nos colocando num estágio a-temporal ou supra-temporal de um agora que nunca passa, onde a história não tem nenhuma importância, pois “quem controla o passado controla o futuro e controla o presente controla o passado”. Sem passado, o futuro não tem a menor importância e sem futuro não há sentido falar de cultura e de verdade.

Aqui chegamos ao ápice da complexidade da tese da compreensão temporal de Orwell bem articulada no filme de Readford. Com a ausência de sentido temporal, perde-se também o sentido da própria contradição. Verdades e inverdades coexistem lado a lado, pois não há sucessão possível que estabeleça a mudança da mentira para a verdade. O meta-tempo apresentado na estória permite que o Partido consiga convencer seus “irmãos” de que “Liberdade é escravidão, Ignorância é força e Guerra é paz” e poderíamos, perfeitamente, para além de Orwell, pensar o inverso sem prejudicar tal princípio. Conceitos perfeitamente contraditórios coexistem de modo a não gerar nenhum equívoco racional. A aceitação é tácita e a razão e não-razão são vistas com as mesmas propriedades. Orwell chama esse princípio de “duplipensamento”, onde “a mentira torna-se verdade e logo vira mentira de novo”. Essa fala de Smith representa a crise da razão, o duplipensamento, que se estabelece num clima existencial a-temporal de um eterno-presente. Numa sociedade marcada existencialmente pelo ser-meio, pela funcionalidade e pela técnica, onde a única perspectiva é ser eficiente, não há compromisso com a verdade, pois a própria verdade não tem nenhum sentido de ser. Se algo é ou não é verdadeiro não importa, pois o que adiantará um ou outro se não poderá mudar? A indiferença como constante se alia ao princípio do eterno-presente a-temporal.

Muitas outras compreensões poderiam ser trazidas a tona dentro desse processo paradigmático da compreensão temporal como: a desumanização, exploração, o problema classista, a manipulação, o problema da mulher, o uso da pornografia, etc, etc, etc. Contudo, o mérito de Readford, a meu ver, frente ao livro de Orwell é que ele explora bem a intuição da compreensão temporal do real na sua articulação com a tecno-mídia e com o poder. Assistindo ao filme não sabemos quanto tempo se passa em cada ação: dias, meses, anos... não temos ideia. E mais, Readford descrevendo o meta-tempo orwelliano, concretiza nossa situação atual. Quando assistimos ao filme de Readford não paramos de fazer comparações com nossas parafernálias técnicas. As telescreens de Readford perfeitamente nos lembram nossas TVs LED, os falascreve, os nossos telefones e celulares e a rede midiática falada do Grande Irmão que nunca dorme com a rede de informação Google. Todas essas parafernálias presentes no texto de Orwell de 1949 fazem sentido para nós aos olhos Readford de 1984. Não estranhamos nada daquilo que é tecnicamente usado no filme, pois todos aqueles aparatos, já os temos de sobra. Talvez, esse não incômodo, ou essa normalidade se deve ao fato de que já vivemos tecnicamente a eternização do presente. 

É claro que não vivemos uma tensão clara da guerra como mostra Orwell, mas sensação da violência iminente e da mídia sensacionalista que se instaurou nos grandes centros urbanos faz-nos refugiar no Grande Irmão da Contemporaneidade: a Internet. Softwares como a das redes sociais em todos os seus níveis, desde um Facebook até um Secund Life, mostram a imperativa compreensão temporal do real pautada no eterno presente. Quantas coisas são relativizadas ou até desconsideradas frente ao Grande Irmão Google. Nas redes sociais não importa quem você é, não importa seu passado, não importa seu futuro, importa o que você faz hoje, o que você posta hoje. Posts antigos, fotos antigas, mensagens antigas não possuem vez no mundo virtual. A palavra de ordem é o “up grade”. Atualizar é a nova compreensão temporal que determina o real. Mesmo se uma pessoa morre fisicamente, sua presença pode ser eternizada, desde que seu perfil seja sempre atualizado, seja lá por quem! Aqui em Campo Grande, anda ainda um processo judicial de uma mãe contra o Facebook por não conseguir excluir um perfil de sua filha falecida. Seu perfil continua sendo atualizado por amigos e parentes que, a seu ver, ela não morreu!

Por fim, uma discussão como essa não deveria ou não poderia terminar aqui. Contudo, por uma questão de “tempo”, quero encerrar afirmando que o filme de Readford nos ajuda a compreender um pouco a tese de Orwell em nossos dias. Nos ajuda a ver que mesmo que para Orwell a força política totalitária era aquela que recriava temporalmente a sociedade mediante a manipulação das mídias, hoje a tese ainda se sustenta. Não mais com a manipulação de um poder totalitário, mas com a força da própria articulação tempo e mídia. Até mesmo a política partidária tem sido vítima da aliança tempo-mídia. Num mundo altamente midiático, ou seja, numa compreensão existencial do ser-meio, a temporalização do eterno-presente como o tempo da mídia recria o ambiente protagonizado por Mil novecentos e oitenta e quatro e nos obriga a perguntar: que tempo nos resta ainda? 

[1] ORWELL, G. Mil novecentos e oitenta e quarto. Disponível online.
[2] “Quem controla o passado, controla o futuro”. READFORD, M. Mil novecentos e oitenta e quatro. Disponível online. 
[3] ORWELL, Op. Cit., p.06.

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